A saudade é sempre a recordação de algo que PASSOU em nossas vidas. Mas nem sempre esse algo verdadeiramente passou... Mas sentir saudade seria apenas lembrar e ter essa lembrança guardada com um enorme carinho ou seria desejar, ainda, com todas as forças, que tudo volte a ser como um dia foi? A saudade muda com nosso estado de espírito, com o nosso humor. Mas é possível existir saudade e raiva juntas? Bom, pode não ser comum, mas foi o que senti hoje ao pensar em você. Foi uma saudade que machucou que me fez desejar seguir em frente, passar uma borracha em todas essas lembranças que desde sua partida tem sido meu refúgio, meu abrigo, mas também meu precipício. É! Foi com você um pedaço meu. Não foi um simples pedaço do meu coração ou de qualquer outra parte do meu corpo não, foi um pedaço da minha alma, da minha existência... Mas não é essa parte que no momento me falta, não é essa ausência que de fato me dói, o que machuca, o que corrói tudo por dentro é não ter você mais presente nos meus dias. É ter que fazer planos sem você. É ver que a cada dia que passa nos tornamos mais distantes, é esse retrocesso que me incomoda. Esse voltar a sermos estranhos...
Sinto vontade de gritar para ver se alguém me ouve, para ver se você me ouve e volta, para ver se essa dor passa, se essa ferida sara... Para ver se consigo me sentir novamente livre, pois ainda sinto-me presa aos seus encantos, aos seus planos, ao mundo que criamos para nós, mundo este que por um motivo que eu ainda não conheço (ou não aceito) você desistiu. Mundo que desabou quando você partiu.
Vazio, vazio, vazio, vazio... É só isso que vejo a minha volta. É isso que me revolta. Não posso mais te querer (também não sei se ainda te quero), mas não consigo parar de pensar em você, de querer entender o porquê de você está feliz longe de mim.
Como pode tudo ter se acabado assim? Era tudo tão nosso, tudo tão incompreensível aos olhos dos outros e tão natural aos nossos, como pode ter sumido sem deixar rastros, sem deixar marcas em você?
Que raiva!Que saudade... Que falta você me faz!
Hoje a tua felicidade me incomodou, hoje eu não queria lhe ver bem... Sei que é egoísmo meu. Mas hoje, só hoje queria lhe ver sofrendo, sentindo a saudade e a dor que esmaga o meu peito. Queria ver suas as lágrimas derramadas por minha ausência e seus soluços desesperados pedindo minha volta. Só para que eu pudesse lhe dizer que não foi Eu quem partiu, mas sou eu quem agora não sabe mais se quer ficar...Que tuas dúvidas e incertezas fizeram de mim alguém que sofre por estar longe e por estar perto também.Que esse motivos somados ao meu ORGULHO feminino me obrigam a seguir, mesmo que minha alma permaneça te seguindo, meus pensamentos te pertencendo, meu corpo te chamando... Mesmo que sendo de outro eu continue sendo tua e que eu passe a minha vida alimentando a ilusão de que “fomos feito um pro outro” mesmo assim eu seguirei em frente. E hoje só por hoje eu queria ver o seu sofrimento por ter feito essa escolha. Hoje queria ver você se arrepender, pela vida toda, por ter desistido de nós... Por ter feito novos planos sem mim. É!Sei que tudo isso é puro egoísmo, mas só assim poderíamos recomeçar...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Escolhas...
Porque eu tenho que escolher entre uma vida real que deixa meu coração despedaçado ou uma vida de ilusão que irá me aprisionar aos momentos que jamais serão concretizados, entretanto enchem meu coração de alegrias e sonhos?
“Se amar é querer está preso por vontade” será que meu erro é querer ser livre e aprisionar-me aos sentimentos?
Será que estou me tornando vítima dos meus próprios sentimentos?Onde isso vai parar?Quando isso vai acabar?
As palavras que me encanta, serão elas as causadoras de todo o meu mal?
Os sentimentos que tanto desejo experimentar (e que já tenho experimentado) serão eles a minha prisão, a minha perdição?
Quero viver intensamente cada sentimento, cada emoção que a vida me permitir experimentar, mas sei que junto às imensas alegrias encontro também momentos de muita dor... Mas, deixar de ser assim tão emotiva levaria a destruição da essência da minha vida, me mataria (de uma única vez)
Eu não mais viveria apenas sobreviveria até chegar o dia da minha morte... Sobreviveria sem amor, sem carinho, sem gargalhadas... Sem dor...
Esquivar-me da dor é esquivar-me da vida, mas não consigo nesse momento, deixar de desejar que essa dor desapareça de dentro de mim... Não quero me tornar vazia e fria,quero apenas a alegria que outrora eu tinha, quero de volta o bem que a paixão me trazia...
Quero amanhecer sorrindo... Cantando... Dançando... Quero dormir com a ansiedade pela espera do novo dia, aquele que será melhor do que o ontem, mas não tão bom quanto o de amanhã.
Acho que isso não é falta de amor próprio, mas sim, excesso, e tudo que transborda pede para ser partilhado, tudo de bom que é compartilhado faz um bem maior do que quando é reservado,gasto individualmente.
Acho que erro mais pelo excesso do que pela falta. Excesso das palavras, de planos, de sonhos, de lágrimas, de felicidade, de músicas, de verdades, de carinho... De sentimentos.
Talvez o meu excesso esteja me sufocando. Talvez o excesso sufoque os que eu amo... Talvez o excesso diminua a duração dos meus acontecimentos, mas com certeza esse EXCESSO é o que me dá INTENSIDADE e a intensidade é o que me faz bem, é o que me deixa ébria de SONHOS e FELICIDADES.
“Se amar é querer está preso por vontade” será que meu erro é querer ser livre e aprisionar-me aos sentimentos?
Será que estou me tornando vítima dos meus próprios sentimentos?Onde isso vai parar?Quando isso vai acabar?
As palavras que me encanta, serão elas as causadoras de todo o meu mal?
Os sentimentos que tanto desejo experimentar (e que já tenho experimentado) serão eles a minha prisão, a minha perdição?
Quero viver intensamente cada sentimento, cada emoção que a vida me permitir experimentar, mas sei que junto às imensas alegrias encontro também momentos de muita dor... Mas, deixar de ser assim tão emotiva levaria a destruição da essência da minha vida, me mataria (de uma única vez)
Eu não mais viveria apenas sobreviveria até chegar o dia da minha morte... Sobreviveria sem amor, sem carinho, sem gargalhadas... Sem dor...
Esquivar-me da dor é esquivar-me da vida, mas não consigo nesse momento, deixar de desejar que essa dor desapareça de dentro de mim... Não quero me tornar vazia e fria,quero apenas a alegria que outrora eu tinha, quero de volta o bem que a paixão me trazia...
Quero amanhecer sorrindo... Cantando... Dançando... Quero dormir com a ansiedade pela espera do novo dia, aquele que será melhor do que o ontem, mas não tão bom quanto o de amanhã.
Acho que isso não é falta de amor próprio, mas sim, excesso, e tudo que transborda pede para ser partilhado, tudo de bom que é compartilhado faz um bem maior do que quando é reservado,gasto individualmente.
Acho que erro mais pelo excesso do que pela falta. Excesso das palavras, de planos, de sonhos, de lágrimas, de felicidade, de músicas, de verdades, de carinho... De sentimentos.
Talvez o meu excesso esteja me sufocando. Talvez o excesso sufoque os que eu amo... Talvez o excesso diminua a duração dos meus acontecimentos, mas com certeza esse EXCESSO é o que me dá INTENSIDADE e a intensidade é o que me faz bem, é o que me deixa ébria de SONHOS e FELICIDADES.
Assinar:
Comentários (Atom)